As escolhas femininas
Artigo assinado por Simone Turra
A mulher é por si só um tema complexo e prazeroso de ser trabalhado. Portanto, cada vez que sou convidada a fazê-lo passo um tempo pensando e tentando achar o caminho mais adequado para me expressar e assim descrevê-la em toda a sua plenitude.
Quando penso na mulher atual, a primeira coisa que sempre me vem a mente é a multiplicidade de perfis e papéis que esta assume em sua vida. Pois, depois que acorda, durante o dia, ela assume diversas e distintas atividades, algumas completamente desassociadas das outras.
No entanto, a história nos mostra que durante um longo período, o conceito que se tinha sobre as mulheres eram de que não tinham a competência necessária para fazer escolhas, inclusive sobre sua própria vida e assim, não lhes cabia opinião alguma. Mais tarde, como se percebeu que não haveria forma de impedir que viessem a optar, então limitaram suas escolhas à únicas e isoladas. A mulher passou a ter que escolher entre família ou trabalho, filhos ou carreira, casamento ou independência. Mas na verdade, o que realmente ocorria , era que ninguém desta sociedade sabia ou aceitava a real capacidade feminina de tomar decisões.
Esta capacidade não é algo aprendido. Estamos sim falando da natureza feminina. Algo presente em todas as mulheres, que a torna capaz de assumir uma dupla jornada, seja para ajudar financeiramente a família, ou para manter a sinergia do lar. Aquela que leva o trabalho para casa e a casa para o trabalho sem perder a eficiência de um lado e o afeto do outro.
É com este seu típico jogo de cintura que a mulher prova a cada dia que não precisa fazer escolhas, mas que escolheu somar e multiplicar seu tempo e suas conquistas.
É esta mesma mulher que amplia a estatística da educação superior brasileira e a renda per capita familiar. Mas, jamais deixa de ensinar que a ética e o respeito ainda são os princípios básicos de uma sociedade. É esta mulher que conquista posições executivas de grandes corporações e como tal, marcam um novo compasso de gestão, uma gestão mais sensível e justa.
Mas esta liberdade de escolha, somente nasceu da descoberta feminina de que pode ter qualidade mesmo que acumule diversas atividades, bastando aplicar a premissa de que a qualidade não está no tempo, mas na intensidade dedicada. Assim, mesmo que não consiga dedicar mais que quinze minutos do seu atribulado dia para estar com seu filho, que nestes minutos esteja integralmente com ele revelando o seu verdadeiro amor.
Portanto, fica valendo para esta mesma mulher, a regra de que não precisa mais escolher entre um caminho ou outro, basta a escolha única e máxima: ”De que é preciso sentir-se primeiramente realizada como pessoa, para então, a cada dia ser uma mulher mais feliz, uma mãe mais amável, uma profissional mais competente.”
Simone Turra é psicóloga especializada em Psicologia Clínica e Recursos Humanos. Conta com MBA em Gestão Comercial e 16 anos de experiência em Executive Search, Treinamento, Desenvolvimento, Aconselhamento de Carreira, Assessment e Outplacement para posições executivas. Geriu operações renomadas deste segmento.
É também professora universitária e comentarista em rádio e TV sobre conteúdo de Recursos Humanos.
Simone é sócia da empresa 4Search, especializada em consultoria em Recursos Humanos. Mais informações no www.4search.com.br

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