“Olá classe”. Assim começa a palestra – lotada – do jornalista Marcelo Tas, relembrando o professor Tibúrcio, seu personagem no programa de TV Rá-Tim-Bum. Super conectado com tudo o que acontece ao seu redor, Marcelo acompanha de perto e interage com as novas formas de comunicação. Na palestra sobre inovação e criatividade na era digital, o jornalista explicou que a atitude perante à informação deixou de ser passiva para ser ativa, com as redes sociais latejando de informação e interatividade. A prova desta revolução na comunicação está quando Tas pergunta à platéia: “alguém tem um jornal aí?”, e ninguém se manifesta. “E celular?”. Aí, dá para ver como os aparatos tecnológicos fazem parte da nossa vida.

Marcelo Tas

O apresentador e roteirista do CQC (Band) comenta que “antes, esperávamos pelo jornal para poder saber das notícias. Hoje, fazemos a notícia”. E Marcelo sabe muito bem disso. Ele impera no meio das redes sociais, como Twitter e Orkut, onde as relações pessoais passaram por uma verdadeira revolução. Neste espaço, cada indivíduo é provedor de conteúdo. E este mesmo indivíduo vai até o conteúdo, não espera mais.

Tas e platéia

O fenômeno teve origem, na opinião dele, entre 1999 e 2002, com a virada da tecnologia mais impactante: a popularização da internet. Hoje, e cada vez mais, as pessoas ansiam por mais velocidade, mobilidade, interatividade e – por que não – verdade. “Rede é colaboração, transparência, saber ouvir. Uma das grandes experiências e motivo de sucesso do CQC foi ouvir as pessoas”. Por isso, Marcelo acompanha o que seus seguidores de Twitter comentam, além de realizar buscas com a sigla “CQC” (custe o que custar) para também observar as opiniões.

Marcelo prova que é de uma geração que viu a chegada do homem à Lua, mas que também sabe interagir perfeitamente com todas as faixas etárias. Jornalista antenado, explica que “uma cobertura jornalística na web tem tudo a ver com conectar, ligar todos na informação”. E assim a informação circula, cada vez mais rápida e interativa.