Advogado e publicitário, Rui Porto está há 23 anos na Alpargatas, empresa onde durante 10 anos atuou como diretor de comunicação e mídia. Hoje é consultor e proferiu palestra na Feira de Gestão sobre um tema que conhece a fundo: “Havaianas: de commodity à objeto de desejo, a reinvenção de uma marca”. Veja os principais pontos levantados na palestra onde Rui destrincha este case de sucesso:
- a marca, de 1962, teve sua grande transformação quando passou dos pés dos mais simples, para os pés dos famosos
- teve como inspiração as sandálias japonesas
- era uma commodity, preço popular, bom e barato
- o foco era no consumidor de baixa renda, com a propaganda “não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro”
- a praticidade era colocada acima da moda
- em 1988, Rider entra no mercado e torna-se o grande concorrente
- as previsões eram pessimistas. Naquele ritmo e estilo de trabalho, em 2006 a empresa acabaria
- aí veio o Reposicionamento da Marca
- recolocar a sandália como de borracha e não de plástico
- a grande sacada: através de uma pesquisa encomendada, observaram que as tradicionais Havaianas azuis eram viradas ao contrário para se tornarem de uma cor só
- a partir daí surgiu a gama de cores das sandálias monocromáticas
- hoje, são 300 cores de novos modelos de tira e solado e modelos especiais
- como estratégia de marketing, não queriam prender personagens à marca
- nos veículos impressos, usaram somente as sandálias, sem as pessoas
- trabalham com análise de psicologia do consumidor
- atualmente, contam com a clippagem de fotos espontâneas de famosos usando o produto
